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Como o exame de espermograma é realizado?

Amostra coletada no exame de espermograma

O exame de espermograma é um procedimento simples que traz informações sobre a quantidade, motilidade e morfologia dos espermatozoides. Para realização do exame, o paciente deve ficar de 2 a 7 dias em abstinência ejaculatória e colher a amostra em um frasco estéril por meio de automasturbação no laboratório. Em casos específicos, a coleta pode ser realizada em casa ou mediante a relação sexual com preservativo específico. Após a coleta, o andrologista irá analisar a amostra com auxílio de diversos equipamentos presentes em um laboratório, como o microscópio.

O que é o exame de espermograma?

Através do exame de espermograma é possível saber a quantidade de espermatozoides presentes em uma amostra de sêmen. Além disso, é possível determinar a motilidade e morfologia (forma) dos gametas e avaliar a função das glândulas acessórias, como próstata e vesículas seminais.

Em geral, o espermograma é solicitado pelo urologista ou pelo andrologista — especialista em Saúde do Homem e Reprodução Humana — em casos de infertilidade, procedimentos esterilizadores ou outras doenças de cunho sexual e reprodutivo.

Existem outros nomes para o mesmo exame, incluindo análise seminal, análise do sêmen, contagem espermática, citologia seminal e estudo da morfologia espermática.

Apesar de ser muito solicitado a homens inférteis, o exame de espermograma é muito básico e não pode ser utilizado como único exame para guiar o médico em suas decisões de tratamento. É necessário que ele seja complementado com testes de função espermática (fragmentação de DNA, dosagem de radicais livres, mensuração da peroxidação lipídica, reação acrossômica, dosagem da atividade da enzima creatina quinase, avaliação da taxa da atividade mitocondrial espermática), que irão dizer com mais especificidade sobre a fisiologia dos espermatozoides e o que pode estar de errado.

O que é possível verificar no exame de espermograma?

Veja quais são os parâmetros avaliados na análise seminal e os valores de referência estabelecidos pela Organização Mundial de Saúde (OMS, 2010):

  • Volume de sêmen (ver tabela);
  • Viscosidade (anormal: fio com mais de 2cm de comprimento);
  • pH (>7,2);
  • Liquefação do sêmen (deve ocorrer em até 60 min);
  • Concentração de espermatozoides (ver tabela);
  • Número total: acima de 39 milhões — é o mesmo que a concentração total na tabela;
  • Motilidade progressiva: igual ou acima de 32%;
  • Motilidade total: igual ou acima de 40%;
  • Vitalidade (ver tabela);
  • Morfologia: igual ou acima de 4%.

Com a análise destes parâmetros é possível saber sobre a qualidade da espermatogênese (produção de espermatozoides), saúde testicular e a função de outros órgãos relacionados à saúde masculina. Pode ainda ser indicativo de outras doenças secundárias, uma vez que o espermatozoide é considerado o marcador biológico de saúde masculina.

O que o espermograma nos diz?

A partir do espermograma, a amostra é classificada como:

  • Azoospérmica: condição caracterizada pela ausência de espermatozoides no sêmen. Pode ser causada por obstruções nos ductos ejaculatórios, agenesia bilateral dos ductos deferentes, câncer testicular, ente outros;
  • Criptozoospérmica: condição onde se encontra espermatozoides somente após centrifugação da amostra;
  • Oligozoospérmica: quando a concentração de espermatozoides por mL é menor que 15milhões/mL. Pode ser causada por problemas como varicocele, infecções, epididimites, orquites ou prostatites, entre outros;
  • Astenozoospérmica: quando a motilidade dos espermatozoides é menor que 32%. Pode ser causada pelos mesmos problemas da oligozoospermia;
  • Teratozoospérmica: quando há menos de 4% de espermatozoides morfologicamente normais na amostra. Pode ser causado pelos mesmos problemas da oligo e astenozoospermia.

Dessa forma, o exame de espermograma é um importante aliado na avaliação da função testicular, devendo ser realizado quando houver suspeitas de infertilidade masculina, mas sempre acompanhado de testes complementares.