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O que é capacitação e hiperatividade espermática?

Imagem de espermatozoides

A hiperatividade espermática é considerada uma das evidências de que o espermatozoide está devidamente qualificado para fecundar um óvulo. Quando o espermatozoide está no trato reprodutor feminino, necessita sofrer algumas alterações bioquímicas e moleculares para se tornar apto a fecundar o gameta feminino. Esse processo é chamado de capacitação espermática e, durante a capacitação, o espermatozoide fica hiperativo, ou seja, ele se move muito rapidamente.

A hiperatividade espermática é esperada principalmente nas regiões próximas ao local da fertilização. Uma hiperativação precoce pode reduzir o tempo de vida útil do espermatozoide e reduzir sua capacidade fecundante. 

A importância do trato feminino na maturação do espermatozoide

Na fecundação natural, os espermatozoides passam por um processo de amadurecimento ao longo do trajeto do trato reprodutivo feminino em direção às tubas uterinas. Nesse caminho, os espermatozoides entram em contato com diversas proteínas e substâncias e sofre alterações químicas que os tornam capazes de fecundar o óvulo.

Isso significa que os espermatozoides são incapazes de fecundar um óvulo sem passar pelas secreções do colo do útero, útero e tubas.

Este processo de capacitação espermática pode ser simulado em laboratório, permitindo e facilitando a realização de técnicas de reprodução assistida — como fertilização in vitro, criopreservação e inseminação artificial. 

Hiperatividade espermática e espermograma

O espermograma é um exame que avalia a taxa de motilidade dos espermatozoides, mas não é capaz de dizer se um espermatozoide está ou não hiperativo.

A análise seminal básica consegue avaliar:

  • Motilidade progressiva: avalia a taxa de espermatozoides que nadam em uma única direção;
  • Motilidade não progressiva: avalia a taxa de espermatozoides que se mexem, mas não saem do lugar ou que se deslocam aleatoriamente, sem uma direção específica;
  • Imobilidade: avalia a taxa de espermatozoides que não se movem. 

Distúrbios com a saúde masculina interfere na atividade espermática?

Alterações na função testicular, desequilíbrios hormonais e outros problemas de saúde podem prejudicar a espermatogênese, que consiste justamente na formação de espermatozoides. Isso significa, portanto, que hábitos e estilo de vida saudáveis estão diretamente relacionados com uma boa taxa de espermatozoides aptos a sofrerem hiperativação.

O acompanhamento de um médico andrologista pode ser fundamental para identificar problemas relacionados à produção de espermatozoides e demais alterações que comprometem a fertilidade masculina. No Laboratório Androscience o espermograma é feito juntamente com outros exames que ajudam a averiguar a qualidade e características espermáticas. É o caso, por exemplo, do exame de fragmentação do DNA espermático.

Para entender melhor sobre testes com o espermatozoide, a hiperatividade espermática e demais particularidades que afetam a saúde masculina, entre em contato com os especialistas em andrologia do Laboratório Androscience.

Fontes:

Portal da Urologia;

Universidade Federal do Rio Grande do Sul;

Laboratório do Homem – Androscience.