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Exames complementares

Exame complementares

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), por dia, mais de um milhão de pessoas ao redor do mundo se contaminam com uma Infecção Sexualmente Transmissível (IST). Em alguns casos, as ISTs podem ser assintomáticas, ou seja, não manifestam sinais e sintomas no indivíduo infectado, fazendo com que o paciente não procure ajude médica e com que a doença se instale e evolua para órgãos adjacentes, como próstata, epidídimos e testículos. O quadro de infecção crônica é preocupante, pois muitas vezes é subdiagnosticado e subtratado e pode levar à infertilidade masculina. Em casos de epididimite, prostatite ou orquite crônicas, os espermatozoides ficam em ambiente com altos níveis de radicais livres e sofrem estresse oxidativo, com consequentes danos a membrana plasmática e ao DNA espermático, mecanismos fisiopatológicos importantes para redução do potencial fértil.

O rastreio para ISTs é simples, barato e deve ser realizado anualmente ou sempre que o homem perceber algo de errado. Em nosso laboratório, possuímos testes altamente qualificados para investigação dos principais agentes infecciosos, além de contarmos com suporte de laboratórios parceiros reconhecidos no mercado pela excelente qualidade.

Veja a seguir os exames realizados pelo Androscience que auxiliam no diagnóstico e tratamento das infecções do trato reprodutivo.

EXAME DE URINA

O nosso organismo é composto por milhares de células que possuem atividade metabólica constante que geram energia com a finalidade de manter nossas funções vitais preservadas. Devido a esse metabolismo, alguns subprodutos tóxicos às células são gerados e necessitam ser eliminados do corpo. O órgão responsável pela eliminação de tais impurezas é o rim, que fica encarregado de filtrar o sangue continuamente, com o objetivo de retirar todas as substâncias estranhas, tóxicas ou que estão em excesso. Essas substâncias, são eliminadas na urina – fluido biológico formado pelos rins e excretado através das vias urinárias, constituído principalmente por água e metabólitos, como ureia, cloro, sódio, entre outros. A urina é produzida a todo instante e pode servir como importante marcador da saúde renal e sistêmica.

Há dois exames de urina comumente solicitados. O de Urina tipo I e a Urocultura. O de Urina tipo I avalia a presença e/ou ausência de diversas substâncias, como glicose, corpos cetônicos, bilirrubina, nitrito, proteínas e também fornece o valor do pH. Além disso, é possível avaliar quantitativamente o número de leucócitos, hemácias, cristais, cilindros, entre outros. Esse exame é geralmente realizado com a primeira urina da manhã e o paciente deve realizar antissepsia das mãos e da região íntima para que a amostra a ser coletada não seja contaminada. Já a Urocultura é realizada com o objetivo de identificar possíveis bactérias patogênicas que podem colonizar o trato geniturinário e causar infecções do trato urinário (ITUs). Como dito anteriormente, no momento da coleta, o paciente deve realizar rigorosa antissepsia das mãos e da região íntima. O primeiro jato da urina deve ser desprezado, para que bactérias da microbiota não sejam confundidas com bactérias causadoras de infecção. Em casos de ITUs, esse teste é capaz de dizer exatamente qual o seu agente causador. É importante que o médico solicite também a realização do Teste de Sensibilidade a Antibióticos (TSA) – é ele que vai determinar qual o antibiótico mais eficaz contra a bactéria encontrada na Urocultura.

Manipulação de amostras dentro da cabine de segurança.
Meios de cultura utilizados para testes de identificação bacteriana e teste de sensibilidade dos microrganismos a antibióticos.

Os parâmetros avaliados na análise da urina são muito sensíveis e podem variar de individuo para indivíduo de acordo com o histórico clinico de cada um. Somente o médico especialista determinará a melhor conduta a ser seguida, levando em consideração o perfil do paciente.

  • Teste rápido e com bom custo-benefício;
  • Auxilia na investigação de doenças renais e metabólicas;
  • Detecta e identifica agentes causadores de infecções do trato urinário;
  • Trato urinário inferior e superior.
Crédito: Pinterest

CULTURA DE SECREÇÃO URETRAL

Os agentes patogênicos causadores das ISTs possuem tropismo (preferência a determinadas células do corpo) diferentes e por isso infectam regiões distintas do organismo.

A uretra, estrutura responsável (nos homens) por realizar o transporte de urina e sêmen até o meio externo é frequentemente atacada por esses agentes, pois possui uma estrutura nomeada fossa navicular que propicia a proliferação de bactérias devido às características de suas células.

A inflamação causada na uretra é denominada uretrite e pode ser acompanhada ou não de corrimento. Os agentes etiológicos mais comumente encontrados como causadores de uretrites são:

  • Enterobactérias (principalmente em sexo anal sem uso de preservativos);
  • Enterococcus spp;
  • Neisseria gonorrheae;
  • Clamydia trachomatis;
  • Mycoplasma hominis;
  • Ureaplasma urealyticum;
  • Candida spp.


Há microrganismos que habitam normalmente a uretra masculina e inclusive servem de proteção contra outros agentes. A análise microbiológica da secreção uretral irá dizer se as bactérias presentes são da microbiota ou se são patogênicas e qual o melhor medicamento para combatê-la. Somente o médico irá saber interpretar o resultado e determinar qual a melhor conduta a ser seguida.

  • Teste rápido e com bom custo-benefício;
  • Fundamental para a investigação de infertilidade masculina;
  • Detecta e identifica os principais agentes associados às uretrites.