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Análise seminal

Espermograma e análise seminal são termos que usualmente são usados como sinônimos. O Androscience convencionou chamar de espermograma o exame que avalia parâmetros mínimos do sêmen ejaculado, enquanto denomina de análise seminal manual e análise seminal manual completa o exame que avalia, além dos parâmetros mínimos exigidos pela Organização Mundial da Saúde (OMS), alguns parâmetros adicionais importantes quando se busca um diagnóstico masculino.

É importante saber que nem o espermograma nem a análise seminal é capaz de determinar a fertilidade ou a infertilidade de um homem. Para uma avaliação mais profunda existem os testes de função espermática. A investigação do sêmen funciona como um marcador da função do testículo e, por este motivo, é importante na avaliação da saúde do homem de uma forma mais global.

Principais Dúvidas

A coleta de amostra de sêmen usualmente utilizada, sugerida pela Organização Mundial de Saúde e que garante a eficácia do resultado da análise seminal eficaz é a coleta por automasturbação. Para esta coleta, sugere-se um período de abstinência ejaculatória de 2 a 7 dias. O laboratório Androscience conta com uma sala de coleta sigilosa, preparada para o conforto do paciente durante o procedimento.

Em casos excepcionais, como pacientes que se encontram em leito hospitalar, o Androscience disponibiliza o serviço validado pela Vigilância Sanitária de transporte do material biológico.

Outra opção oferecida, porém, não recomendada por não garantir a qualidade da amostra durante a análise, é a coleta domiciliar de amostra utilizando preservativos específicos estéreis e sem espermicidas.

Logo após o recebimento da amostra pela equipe do laboratório, a amostra é mantida aquecida.

Ao ser ejaculado, o sêmen é bastante viscoso, devido à presença de proteínas especiais, que mudam sua estrutura quando expostas à temperatura ambiente, de tal forma que o sêmen normalmente se liquefaz totalmente em até 60 minutos.

A liquefação, no entanto, normalmente ocorre em 15 minutos. Em alguns casos a liquefação completa não ocorre em 60 minutos e isto pode indicar uma disfunção da próstata.

Os parâmetros macroscópicos avaliados são:

Volume seminal: O líquido ou fluido seminal é o meio de transporte e fonte de nutrientes para os espermatozoides permanecerem vivos dentro do trato reprodutor feminino. O volume normal do ejaculado é de ≥ 1,5mL. Alterações no volume seminal podem sugerir infecção, inflamação ou anormalidades nos órgãos do trato reprodutor masculino, grandes períodos de abstinência, uso de antibióticos, ejaculação retrógrada, obstrução de ducto ejaculatório ou agenesia/hipoplasia de vesículas seminais.

Aparência/cor: Uma amostra normal tem uma aparência homogênea e uma cor cinza opalescente. A amostra também pode se apresentar avermelhada, sugerindo presença de sangue no sêmen, câncer de próstata ou prostatite, ou amarelada, sugerindo infecção.

Viscosidade: O aumento da viscosidade da amostra seminal pode estar relacionado com disfunção prostática por inflamação crônica ou com disfunção das vesículas seminais. A consistência anormal também pode prejudicar a avaliação das outras características do sêmen, tais como motilidade, concentração ou determinação de anticorpos antiespermatozoides.

pH: É importante que o pH do sêmen seja básico (acima de 7,0) para neutralizar o pH ácido vaginal, mantendo os espermatozoides vivos. Sugere-se que as amostras com pH superior a 7,8 devam ser avaliadas quanto à presença de infecção ou prostatite. Nos casos em que o pH for menor que 7,2 pode-se suspeitar de agenesia ou oclusão das vesículas seminais e obstrução de ducto ejaculatório.

Durante a investigação microscópica inicial da amostra, determina-se concentração, motilidade, aglutinação de espermatozoides e presença de outros elementos celulares no sêmen além dos espermatozoides.

Concentração: É a estimativa da quantidade de espermatozoides no líquido seminal, seja por ml, seja no total do volume ejaculado.

Motilidade espermática: A presença e a qualidade da motilidade dos espermatozoides no líquido seminal são um fator importante na determinação da fertilidade masculina. Somente um espermatozoide móvel e progressivo é capaz de penetrar no muco cervical, migrar pelo sistema reprodutor feminino, penetrar o óvulo e conseguir a fertilização.

Vitalidade: Quando um paciente apresenta grande quantidade de espermatozoides imóveis, torna-se necessário verificar se os espermatozoides estão vivos. Para isso existem testes de vitalidade.

Células redondas: O sêmen também apresenta outros elementos celulares sem ser os espermatozoides, como espermatócitos e espermátides (células precursoras dos espermatozoides) e leucócitos (células de defesa). É importante diferenciar os leucócitos das células precursoras dos espermatozoides, ambas bastante semelhantes e denominadas células redondas. Para diferenciar as células redondas é necessário realizar a Pesquisa de Leucócitos.

A morfologia investiga o formato do espermatozoide e é considerado um parâmetro sensível da qualidade do espermatozoide. São avaliadas: cabeça, pescoço, peça intermediária e cauda.

Critérios de classificação da morfologia

Morfologia espermática pelo critério da Organização Mundial da Saúde: o espermatozoide humano é classificado usando-se microscópio óptico, após coloração especial. Neste sistema os espermatozoides são classificados como normais (ovais), amorfos, bicéfalos, megalocéfalos, afilados, defeitos de peça intermediária, defeitos de cauda, etc. É um sistema que aceita pequenas irregularidades no espermatozoide. É um critério menos rigoroso, mas não menos importante. Pode ajudar a identificar defeitos na espermatogênese, típicos de algumas doenças.

Morfologia espermática pelo critério estrito de Kruger: Consiste em um critério rigoroso de classificação, onde são analisados 200 espermatozoides e, aqueles potencialmente normais, são mensurados com uma régua (micrômetro) embutida no microscópio. Diversas medidas são realizadas em cada espermatozoide, que é classificado como normal (oval) ou anormal.

Os valores de uma análise seminal devem sempre ser comparados a valores de referência, e intervalos de normalidade. Para o sêmen, os valores de referência mais recentes foram estabelecidos em 2010 pela Organização Mundial da Saúde (OMS), baseado em um grande número de homens estudados em 8 países de 3 continentes, todos férteis, com paternidade recente (há menos de 1 ano), e que foram capazes de engravidar suas parceiras em um período de 12 meses logo após pararem o uso de contraceptivos. Os valores de 2010 substituem os anteriormente estabelecidos pela OMS em 1987, 1992 e 1999; cada um propõe avanços em relação aos anteriores, mas introduz novos pontos questionáveis.

O objetivo de um valor de referência não é só permitir uma adequada interpretação dos resultados, minimizando erros diagnósticos e evitando que homens potencialmente férteis sejam investigados por infertilidade ou encaminhados desnecessariamente para Reprodução Assistida. Os valores de referência visam situar os parâmetros seminais dentro de uma categoria (ou percentil) e estimar as chances de gestação, sempre entendida como a capacidade de engravidar a parceira em um período de UM ANO.

Os valores de referência estabelecidos pela OMS, 2010 estabelecem os valores mínimos necessários e suficientes para obtenção de gestação, abaixo dos quais é aceitável que o homem possa iniciar uma investigação mais minuciosa de sua fertilidade.

A coluna sombreada indica a categoria ou percentil 5, e contém os valores mínimos abaixo dos quais um homem pode ser considerado com poucas chances de gestação. Melhor dizendo, de toda a população fértil estudada, 5% possuem esses valores em seus parâmetros seminais e ainda assim conseguiram engravidar suas parceiras no período de 1 ano com coitos frequentes e sem contraceptivos. Outra forma de interpretar é que 95% dos homens férteis possuem sêmen com parâmetros acima dos parâmetros do percentil 5.

Logicamente, um homem com parâmetros seminais no percentil 97,5, embora tenha grandes chances de engravidar sua parceira, ainda assim pode não obter gestação, uma vez que a fertilidade depende de inúmeros outros fatores clínicos, inclusive de fatores femininos.

De acordo com essas informações, a análise seminal pode ser interpretada gerando o gráfico a seguir, que contém 4 quadrantes, um para cada um dos quatro parâmetros básicos considerados os mais importantes: 1) número total de espermatozoides presentes no total do volume ejaculado; 2) motilidade total em porcentagem (graus A+B+C); 3) motilidade progressiva em porcentagem (graus A+B); 4) morfologia, em porcentagem de formas normais.

Os valores plotados no gráfico indicam o percentil em que o parâmetro de seu sêmen se encontra, de acordo com a tabela da OMS, 2010. Os percentis crescem para o centro do gráfico, de forma que quanto mais próximo seus resultados estiverem do centro, maior a qualidade do parâmetro e maior a chance de gestação. Como os quatro parâmetros são importantes, é fundamental que todos estejam em percentis aceitáveis.

Resumo dos principais termos associados à avaliação do sêmen.